Locavorismo é o termo usado para a prática de consumir alimentos cultivados ou manufaturados nas redondezas, por produtores locais. Surgiu nos Estados Unidos em 2007 e se espalhou pelo mundo, chegando ao Brasil por volta de 2010. A tendência ao consumo local tem se manifestado em relação também a outros produtos e serviços, com objetivos ativistas, econômicos e/ou sociais.
Embora possa ser um desafio, ou mesmo uma insanidade, seguir a regra ao pé da letra, a prática é defendida pelos seus benefícios, por exemplo:
- Valorização e geração de benefícios sociais e econômicos da localidade, como empregos e injeção de capital na economia local;
- Conhecimento do consumidor sobre a origem dos produtos ou serviços;
- Maior comprometimento dos fornecedores com a qualidade e aprimoramento dos itens fornecidos;
- Desenvolvimento de maior identidade, sentimento de orgulho e crença nas próprias potencialidades;
- Valorização dos hábitos e cultura da comunidade ou região, como culinária, vestimentas, artefatos, cultura etc.;
- Redução de custos com intermediários e aproximação do início e fim da cadeia;
- Menos impacto ambiental gerado pelo transporte das mercadorias, entre outros.
Privilegiar os produtores e fornecedores locais tende ser uma boa conduta, mas como a simplicidade evita excessos e extremismos, não se trata de isolamento. É válida a abertura para outras comunidades, permitindo acesso a itens, experiências, práticas e culturas, para uma melhor qualidade de vida, aprendizado e crescimento.
Fontes:
Tavares, M. R., Tavares, F., Alves, B. L. G., da Costa, J. F. G. G., & Ramalho, M. M. C. (2019), Locavorism through Control Society Logic: An Analysis of the Possibilities of Food Activism and/or Brand Modeling. Advances in Applied Sociology, 9, 538-550. https://doi.org/10.4236/aasoci.2019.911039
Neumann, L.T. V.; Neuman, R.A. Desenvolvimento comunitário baseado em talentos e recursos locais – ABCD. São Paulo : Global ; IDIS, 2004.