Levar uma vida mais saudável pode ser decisivo para reduzir o impacto de doenças crônicas, ainda mais porque são estas doenças as que mais afetam a humanidade atualmente. Segundo relatório do Ministério da Saúde, “As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) são um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. Estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que as DCNT são responsáveis por 71% de um total de 57 milhões de mortes ocorridas no mundo em 2016 .
No Brasil, as DCNT são igualmente relevantes, tendo sido responsáveis, em 2016, por 74% do total de mortes, com destaque para doenças cardiovasculares (28%), as neoplasias (18%), as doenças respiratórias (6%) e o diabetes (5%). De acordo com a OMS, um pequeno conjunto de fatores de risco responde pela grande maioria das mortes por DCNT e por fração substancial da carga de doenças devido a essas enfermidades. Entre esses, destacam-se o tabagismo, o consumo alimentar inadequado, a inatividade física e o consumo excessivo de bebidas alcoólicas.”
O Ministério da Saúde monitora estes fatores em pesquisa anual desde 2006. Veja como foram os resultados comparativos de 2018.
Apresentaram evolução favorável e consistente em relação ao início da pesquisa:
- Tabagismo: de 14,8 para 9,3%.
- Fumantes passivos em casa: 12,7 para 7,6%.
- Fumantes passivos no trabalho: 12,1, para 6,8%.
- Redução do consumo de refrigerantes: 26,4 para 14,4%.
- Aumento no consumo recomendado de frutas e hortaliças: 20 para 23,1%.
- Atividade física no lazer: 30,3 para 38,1%.
- Insuficientemente ativos (sedentarismo): 49,4% (2013) para 44,1%.
- Realização de mamografia em qualquer tempo: 86,3 para 93,9%.
Indicadores que vêm piorando nos últimos anos:
- Aumento na população acima do peso: de 42,6% (2006) para 55,7%.
- População com obesidade: 11,8% (2006) para 19,8%.
- Aumento no índice de consumo abusivo de álcool entre as mulheres: 7,8% (2006) para 11%.
- Aumento no percentual de diabetes: 6,2 para 7,7%.
Um índice que permaneceu estável foi a incidência de hipertensão entre os homens (em torno de 22%).
Chama a atenção que apesar dos fatores que apresentaram evolução positiva estarem entre os fatores de risco, os resultados como diabetes, hipertensão, consumo de álcool e sobrepeso não apresentaram evolução positiva, como era de se esperar.
De qualquer maneira, a análise dos dados nos remete a pensar em que percentual estamos e se já fazemos o que está ao nosso alcance no sentido de uma vida mais saudável.